Iochpe-Maxion e o desenvolvimento do setor ferroviário brasileiro

A expertise do Grupo Iochpe-Maxion com ferrovias vem de longa data, desde sua fundação, em 1918, quando atuava no setor madeireiro. Grande parte da produção voltada para exportação era escoada para os portos do Sul por via férrea, e para acessar as estações, foram construídas pequenas linhas internas, nas quais os “troleys” eram puxados por tração animal. A partir dos anos 1930 o Grupo passou a fornecer dormentes de madeira para o programa de expansão da malha ferroviária implantado pelo governo Getúlio Vargas. Em 1990 o Grupo Iochpe-Maxion passou a atuar diretamente na indústria ferroviária adquirindo a tradicional FNV – Fábrica Nacional de Vagões, fundada em 1943. Em 1998, após modernização e reestruturação da planta industrial de Cruzeiro, a FNV tornou-se Maxion – Fundição e Equipamentos Ferroviários. Em 2000 foi efetivada uma joint venture com a norte-americana Amsted Industries, uma das maiores fabricantes de componentes para o setor de transportes, com presença em mais de dez países, e já realizava intercâmbio de tecnologias com a Maxion – Fundição e Equipamentos Ferroviários. Criou-se assim a Amsted-Maxion, que cresceu de forma vigorosa fornecendo para o mercado interno, aquecido devido ao programa de concessões ferroviárias, e externo, sobretudo o norte-americano. Mais recentemente, em 2015, a Greenbrier, líder norte-americana em vagões de carga, passou a fazer parte da joint venture, consolidando assim a Amsted-Maxion como referência no desenvolvimento e fabricação de rodas de aço, fundidos ferroviários para trucks e sistemas de choque e tração, além de rodas ferroviárias com tecnologia de aço microligado, e a Greenbrier-Maxion na produção e comercialização de vagões de carga.