As rodas de alumínio e a produção globalizada da Maxion Wheels

Na história da indústria de autopeças é constante a evolução tecnológica em busca de otimização de peso e custo dos produtos, levando sempre em conta a resistência, segurança e longevidade em sua aplicação. No caso da produção de rodas, diversas matérias-primas já foram utilizadas na confecção deste que é um dos mais importantes componentes dos veículos.

A princípio, no início do século XX, as rodas eram produzidas com madeira. A própria Hayez Lemmers, criada em 1908 e adquirida em 2012 pela Iochpe-Maxion, fornecia esse tipo para o célebre modelo Ford T, considerado um divisor de águas na indústria automotiva pelo seu baixo custo e rapidez nos processos produtivos. Nas décadas seguintes o ferro, mais resistente, passou a ser empregado, sobretudo em rodas para veículos comerciais, devido à robustez da matéria-prima. Já nos anos 1950 popularizou-se na indústria as rodas de aço, que até hoje são largamente utilizadas, principalmente no Brasil.

Essa tecnologia – a roda de aço – já era amplamente aplicada pela FNV (Fábrica Nacional de Vagões) em sua unidade produtiva de Cruzeiro desde 1979, quando foi posto em prática, na época, o chamado Plano RAFF (Rodas de Aço Ferroviárias Fundidas). Nos anos 1990, após a aquisição da planta pelo Grupo Iochpe-Maxion, houve forte investimento nas linhas de produção de rodas automotivas para veículos comerciais, com e sem câmara, que fez a empresa conquistar as certificações necessárias e começar a fornecer para grandes montadoras, alcançando um novo patamar de atuação no mercado.

Porém, uma nova tecnologia – o emprego do alumínio, mais leve e resistente – começou a se propagar a partir dos anos 1990, e continua até hoje. Cada vez mais o alumínio é usado em substituição ao aço, principalmente devido ao aspecto estético, pois o processo de fabricação de rodas com esse tipo de material permite desenhos mais modernos e atrativos. Primeiramente aplicado nos carros de passeio, a tendência, ao longo do tempo, ampliou-se para caminhões também. O Brasil apresenta enorme potencial de expansão desse tipo de roda, sobretudo para veículos leves, pois vem ocorrendo aqui uma substituição gradativa das rodas de aço por rodas de alumínio – em 2008 cerca de 15% de rodas de alumínio equipavam os automóveis leves, atualmente já são mais de 45%.

A Iochpe-Maxion passou a dominar essa tecnologia de produção em 2012, com a aquisição da Hayes Lemmerz e consequente criação da divisão Maxion Wheels. No início dos anos 1990 a multinacional produzia em várias unidades esse tipo de roda – na América do Norte, Europa, África, Ásia e América do Sul, aqui no Brasil, em sua unidade em Santo André (SP).

Desde então a Maxion Wheels evoluiu consideravelmente na obtenção dos resultados financeiros desse negócio, concentrando grande parte dos investimentos da divisão na construção de novas unidades produtivas de rodas de alumínio. Primeiro foi a construção de uma nova planta em Manisa, na Turquia, em 2012, expandindo a capacidade daquela planta. Posteriormente veio a construção de uma unidade em Limeira (SP), Brasil, em 2016. E mais recentemente a Maxion Wheels está investindo na construção de uma nova unidade na Índia, em Pune, igualmente para veículos leves, com capacidade para até 4 milhões de rodas de alumínio produzidas anualmente.

A partir de seus centros de engenharia espalhados no mundo, principalmente o localizado na Itália, que foca no desenvolvimento tecnológico das rodas de alumínio, a empresa aplica inovações constantes na melhoria do produto, no processo produtivo, nos investimentos em tecnologia, e no trabalho de parceria com os clientes. Mas a inovação não para por aí não. Novas matérias-primas podem também ser utilizadas nas rodas como o plástico e a fibra de carbono, a empresa está desenvolvendo pesquisas nesse sentido e aplicando essas inovações em seus produtos. Tradicionalmente, a Maxion Wheels está preparada para o futuro.